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quinta-feira, 29 de março de 2012

Leiteria - O Futebol passou na Janela e só La Carolina não viu


Por Gilson Moura Junior

Bolivar esfregava suas mãos ao ver a equipe da elite Fluminense, herdeira do Império do Brasil adentrar o coliseu de Barinas. Buscava insuflar os fiéis bolivarianos  para que em um átimo de esforço garantissem uma pequena glória, um brilhareco nesta página de vexames escrita pelo clube do Irmão de Chávez.

Já a egrégora da aristocrática equipe das Laranjeiras, com o reforço cósmico Rodrigueano, patinava na sonolência que a longa viagem para a revolucionária pequena Veneza causou. Além disso, a soberba tricolor diante dos mais humildes adversários quase custou caro em alguns poucos pequenos suspiros de magia bolivariana.

O Duro jogo, de se ver, caminhava para a preguiçosa troca de magia entre a força do sonho continental da grande Colômbia e a cósmica força imperial com toques de "A Vida como Ela é" até que Abel, o mito, disse: "Vai Sóbis, vai ser Gauche na vida!".

E foi.

Um chute, um balaço, uma pintura. Dizem que desviou no zagueiro, clamam os fanáticos do vídeo tape que desviou na zaga,mas apenas os míopes da alma não veriam o toque de arte, o único toque de arte do artilheiro do improvável nesta pintura de gol que coroava mais uma goleada tricolor.

Foi mais um gol, um único gol, um gol 100%.

O restante inútil da partida era só um calmante para que a feliz torcida tricolor pudesse  dormir e trabalhar sem a euforia enganosa dos placares elásticos. Era só um aviso que estamos começando sem gastar o futebol, guardando-o pras batalhas que virão nas próximas fases onde garantimos o direito de disputar hoje.

Hoje o Futebol passou na janela, mas La carolina não viu.. e nem precisava, bastava um gol, aquele que coroa nossas goleadas.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Leiteria - A Batalha das Oficinas

Por Gilson Moura Junior

Não a vi, mas a intuía. Não a vi, mas saboreava-a.

A ignorância que compromissos pessoais exigia como paga não cegava-me à batalha que pavimentaria mais um pedaço da estrada tricolor à Glória. Entendia a dura e suada batalha pela conquista da cidadela de Bolivar.

À beira da rua das oficinas rugia o estrondo de um soberbo esquadrão diante de uma bem construída muralha que conteria os arroubos arrogantes de guerreiros iludidos por um "aprendizado" desta guerra pela libertação como quem esquece a paciência necessária para superar os obstáculos que toda guerra exige.

Como avisara o Comandante, a batalha exigiria paciência, entrega de guerreiros e nação para a superação da aguerrida resistência da humilde, porém séria, cidadela bolivariana. E nada mais próprio, poético e simbólico que o golpe fatal para a derrocada dos resistentes que um balaço proferido pelo mais humildade dos guerreiros, o recém chegado e contestado Zagueiro Anderson.

O Esquadrão entendeu a lição ou voltará a entrar em campo armado de vaidade e soberba diante de mais um valoroso adversário? A caminhada para a glória é longa, dura, exige mais que apenas esforço, exige alma, exige a sabedoria dos que caem e retornam do inferno para a construção do palácio do legado histórico.

Quem aprende o segredo das batalhas não dá cotoveladas em adversários arriscando-se a  expulsões e suspensões, coisa que um de nossos principais guerreiros parece ter esquecido em meio a seus discurso de "superação".

Superamos mais um obstáculo, demonstramos flancos, falhas, brechas, que nossos inimigos saberão explorar. Mostramos mais virtudes, a da paciência, a da insistência. Demos mais um passo retomando o caminhos das famosas "Goleadas Tricolores" de Zezé Moreira.

No mítico dia em que nossa vaidade enfrentou a humildade, o gol da humildade nos relembra tempos onde éramos o Timinho e levamos a taça.

Estamos no  caminho certo basta segui-lo com humildade.